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MT fecha ano com receita histórica e faz jus ao titulo de maior produtor do país
Em: 16/01/2019 às 10:15h por Jornal Diário de Cuiabá

A produção agropecuária de Mato Grosso atingiu em 2018 o maior faturamento da história: R$ 85,68 bilhões. As cifras do indicador Valor Bruto da Produção (VBP) ilustram o bom desempenho de atividades como a cotonicultura e a sojicultura, as grandes responsáveis pelo saldo positivo.

Com receita histórica, Mato Grosso deixa de ser conhecido apenas como o maior produtor nacional de grãos e fibras e assume também o ranking do maior faturamento do agro do Brasil, até então pertencente ao estado de São Paulo.

Os dados referentes ao ano passado foram divulgados ontem pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A receita revela ainda o ganho anual do saldo estadual, que passou de R$ 75,10 bilhões, aumentou 14%. Entre os grandes produtores brasileiros, Mato Grosso foi o único a ampliar a receita. São Paulo que ficou na segunda colocação viu o faturamento sair de R$ 77,68 bilhões para atuais R$ 71,76 bilhões. No Paraná, terceiro em Valor Bruto da Produção (VBP), houve recuo, de R$ 70,46 bilhões em 2017 para R$ 69,64 bilhões em 2018. O VBP mensura o faturamento do setor gerado da porteira para dentro, ou seja, considera o volume produzido e o preço médio de mercado obtido para cada tonelada/unidade/arroba comercializada e reflete a movimentação de lavouras e da pecuária.

O resultado de 2018 obtido por Mato Grosso está na contramão do recuo apontado no saldo nacional que passou de R$ 582,34 bilhões em 2017 para R$ 569,84 bilhões no ano passado (-2,23%).

Na safra encerrada no ano passado, a 2017/2018, Mato Grosso colheu volume recorde de mais 61 milhões de toneladas e contabilizou dados históricos na produção de soja e algodão. Dos mais de R$ 85,68 bilhões em receita, R$ 69,73 bilhões foram gerados apenas pelas lavouras . Esse saldo foi o maior do país no ano passado e ficou acima dos R$ 59,23 bilhões contabilizados em 2017.

As atividades da pecuária geraram outros R$ 15,94 bilhões ao VBP estadual, com destaque para a bovinocultura. As cifras da atividade também ficaram acima do registrado em 2017, quando o saldo foi de R$ 15,86 bilhões.

Fazem diferença no VBP estadual as lavouras de algodão, milho, soja e cana de açúcar, e a cadeia pecuária (bovinos, suínos, aves, ovos e leite).

RENDA NO CAMPO – O maior incremento no faturamento de Mato Grosso, no ano passado, foi obtido com algodão, cujo saldo avançou em mais de 41,17%, passando de R$ 15,18 bilhões para R$ 21,43 bilhões, recorde absoluto da cultura na série histórica da cultura. O desempenho tem sustentação na safra recorde de pluma e na variação positiva de preços.

A soja, que segue exibindo o maior VBP do Estado, somou R$ 36,09 bilhões, sendo 17% maior que a receita de 2017, em R$ 30,86 bilhões. O contexto da oleaginosa mato-grossense se assemelhou com o da pluma, que encontrou no mercado sustentação de preços em boa parte da comercialização e volume recorde (32,52 bilhões de toneladas).

O milho e a cana registram perdas de receita. O cereal passou de R$ 9,43 bilhões para R$ 9,14 bilhões e a cana de R$ 2,04 bilhões para R$ 1,85 bilhão, ambos na comparação entre os saldos realizados em 2018 ante 2017.

Na pecuária, a bovinocultura também registrou receita recorde na série histórica do Mapa para o Estado. Em 2018 o faturamento somou R$ 12,08 bilhões, incremento anual de 3,07% sobre o contabilizado em 2017, R$ 11,72 bilhões. A atividade teve no ano passado o terceiro crescimento anual consecutivo.

Aves foi outro segmento do setor que fechou o ano com saldo positivo. Longe de ser recorde, o faturamento se consolidou em R$ 1,96 bilhão ante R$ 1,92 bilhão de 2017. Suínos teve o pior saldo desde 2010, acumulando cifras de R$ 787,94 milhões ante 976,04 milhões de 2017.

Na outra ponta da tabela, estão os segmentos de leite e de ovos com as maiores perdas da pecuária estadual no ano passado. O faturamento do leite passou de R$ 618,91 milhões para R$ 538,81 milhões, o menor desde 2009. Na produção de ovos a receita passou de R$ 635,87 milhões para R$ 572,13 milhões.

 
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