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Entrega do Selo de Cumprimento do Compromisso Nacional da Cana-de-Açúcar
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SETOR SUCROENERGÉTICO

O setor em Mato Grosso

Cultivo da cana-de-açúcar em Mato Grosso

O cultivo da cana de açúcar se iniciou em Mato Grosso em meados de 1735. O pioneiro foi o fazendeiro Antônio de Almeida Lara, que era residente da cidade de Chapada dos Guimarães. Com a assinatura da Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, os sítios de Chapada entraram em decadência. Cinco anos depois, em 1893, o Comendador Joaquim José Paes de Barros fundou, no Rio Abaixo, a primeira usina açucareira do Estado: Usina da Conceição. Após alguns anos, oriundo da primeira usina, foi construído o maior estabelecimento açucareiro de Mato Grosso, a Usina Itaici.

Sendo assim, a década de 1880 foi perpetuada na história do cultivo da cana, já que a atividade canavieira que sempre ocupou posição de destaque na economia mato-grossense, desde a decadência da mineração, entra no ciclo industrial propriamente dito, com a transição dos engenhos para as modernas máquinas a vapor. Prova de tal modernização era a superestrutura da Usina Itaici, que possuía os mais avançados recursos da época, sobretudo no quesito assistência social. Isso porque o estabelecimento disponibilizava aos funcionários escola pública, biblioteca, farmácia e ambulatório de emergência, padaria, banda e escola de música, além de casas para todos eles.

Tamanha era a inovação da usina que, mesmo antes de a própria capital receber luz elétrica, já havia iluminação na Itaici. A iluminação sempre esteve presente no local, desde sua fundação em 1° setembro de 1900. Neste mesmo período, cerca de 80 estabelecimentos do seguimento açucareiro já tinham se instalado no Estado. Em pouco tempo o açúcar e a água ardente mato-grossense eram exportados à República do Paraguai. Porém, a declaração do tratado de comércio que o Estado tinha com o país vizinho deu vantagem às fabricas de açúcar da República Argentina, às de Tucumã, prejudicando os interesses da indústria de Mato Grosso. Mesmo com a perda desta exportação, a atividade açucareira permaneceu próspera e lucrativa.

Os antigos engenhos

Os engenhos funcionavam como fábricas de açúcar e compreendiam as seguintes instalações: casa grande, onde morava o senhor de engenho, seus familiares e serviçais; a capela, para celebrações religiosas cristãs; senzala dos escravos; e o próprio engenho, com diversas construções destinadas às várias fases de processamento do açúcar.

O senhor de engenho era, em muitos casos, o dono das terras, que também podiam ser arrendadas. Os proprietários das terras que não possuíam engenhos em seus domínios eram obrigados a moer cana no engenho mais próximo e recebiam metade do que era fabricado sob a forma de pães de açúcar.

A produção do açúcar começava pelo ato de moer a cana, que era esmagada em cilindros movidos por rodas d’água ou parelhas de bois. Depois, o caldo era levado à casa das fornalhas, onde era concentrado em tachos de cobre e transferido para as formas, onde o açúcar cristalizava. Na casa de purgar, a massa resultante do processo era purificada e dividida em pães de açúcar - forma em que o produto era comercializado no Brasil. Para a venda no mercado externo e desembarque nos portos europeus, no entanto, era necessário triturar e secar os pães de açúcar ao sol para transportá-los em caixas.

 A Agroindustria Sucroenergética em  Mato Grosso

UsinaItaicy, as margens do rio Cuiabá, iniciou suas atividades em 1897 e encerrou-as em 1957. Tinha moeda própria, estrada de ferro interna e usou etanol para seus veiculos durante a guerra.


Após a implantação de Itaicy, outras foram surgindo:Usinas Conceição, Ressaca, Maravilha, Tamandaré, Aricá, Santana, Flechas, todas as margens do rio Cuiabá, ou seus afluentes, com suas atividades já encerradas.

Em 1966 é implantada a usina Jaciara, empresa pública, no municipio do mesmo nome, 220 km ao Sul de Cuiabá, onde o planalsucar começa a desenvolver novas variedades de cana-de-açucar adaptadas ao Cerrado, sendo assumida pelo Grupo Naoum em 1972.

Em 1982, com base no proálcool, começam a serem implantadas novas usinas em Mato Grosso, começando pela Barralcool em Barra do Bugres, cidade a 160 km a oeste de Cuiabá e em seguida Itamarati, no municipio de Nova Olimpia, 40 KM a frente, que durante muitos anos foi a maior usina do mundo, com capacidade de moagem de 7,4 milhões de toneladas de cana-de-açucar, vindo as demais, 11 no total, nos anos imediatamente posteriores:

.  Alcopan – Álcool  Pantanal Ltda  -  Poconé (inoperante)

.  Usina Barrálcool S/A   -  Barra do Bugres

.  Agropecuaria Novo Milênio Ltda - Matriz -  Lambari D’oeste       

.  Agropecuaria Novo Milênio Ltda - Filial -  Mirassol D’oeste 

.  Coprodia – Cooperativa Agricola de Produtores de Cana de Campo Novo do Parecis  - Campo Novo do Parecis

. Destilaria Araguaia  -  Confresa (inoperante)

. Usinas Itamarati S/A  -  Nova Olímpia

. Destilaria de Álcool Libra Ltda – São José do Rio Claro

. Usina Pantanal de Álcool e Açúcar Ltda  -  Jaciara     

. Usimat Destilaria de Álcool Ltda – Campos de Júlio

. Brenco – Companhia Brasileira de Energia Renovável – Alto Taquari

 

Fontes: historiador Aníbal Alencastro e site da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar)

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